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Julia Dantas, um dos maiores nomes do cenário literário do RS, integrou a ação Escritor(a) vai à Escola, da 40ª Feira do Livro

A 40ª Feira do Livro promove dentro de sua programação a ação Escritor(a) vai à Escola, estimulando o livre e irrestrito acesso ao livro e à leitura, garantindo a participação efetiva da comunidade escolar e aproximando leitores de autores e de suas obras. Essa interação direta constitui um importante caminho para o desenvolvimento de relações significativas com a leitura, consolidando a Feira do Livro como um espaço de encontro, aprendizado e encantamento literário.

Neste ano, 11 escritores, de diferentes gêneros literários realizam um bate-papo com os alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio. Nesta interação, tem-se a afirmação do poder da Literatura de criar espaços de vivências e de autodescobertas, de possíveis transformações da realidade. Para além de sua função histórica na sociedade, o escritor é intermediador e o observador da vida. Estar na presença de um escritor é conjugar mundos, é jornada ao centro de sua escrita.

Nesta edição, a constelação das narrativas tem nomes como Helô Bacichete, Ernani Cousandier, Bárbara Catarina, Pedrinho Festa, Anna Claudia Ramos, Marcelo Labes, Volnei Canônica, Samuel Sodré, Chiquinho Divilas.

Presente está um dos maiores nomes do cenário literário do Rio Grande do Sul. Da nova geração, ela se destaca junto com Carla Corleone, Mar Becker e Natalia Borges Polesso. Autora de “Ruína y leveza” e de “A mulher de dois esqueletos”, Julia Dantas vem trilhando um caminho próprio com romances de qualidade e de questionamentos, sejam na área artística, de autodescobertas, na maternidade, das relações.

Ela esteve conversando com alunos do Ensino Médio durante dois dias da Feira. No colóquio, traz sua experiência de vida e de escritora, onde explana sobre inspiração e história da arte e da literatura. Na contrapartida discente, a curiosidade reside como funciona o processo criativo, como um livro inicia e termina, o que entre da vida real e de imaginação. Resume o ofício que permeia a construção do conhecimento dos séculos.

“O olhar para as coisas com atenção e certo distanciamento. Nosso papel, é colocar as contradições do mundo em que vivemos, os paradoxos que aceitamos, virar as coisas do avesso, desbanalizar as coisas”, comenta Julia.

A autora de “Ela se chama Rodolfo”, de 2022, traz o gosto pela escrita desde criança. No advento da era digital, teve blog, no entanto, floresceu quando integrou o Curso de Escrita Criativa, do Luiz Antonio Assis Brasil, onde teve incentivo de criar para publicar. Após algumas peregrinações na América latina, trouxe na alma os indícios de “Ruína y leveza”, lançado em 2015. Sua escrita transbordou e esteve presente na 40ª Feira do Livro de Bento Gonçalves.

A ação Escritor(a) vai à Escola tem o papel fundamental na promoção da leitura, aproximando e incentivando os alunos na universalidade do ato de ler e de escrever, consolidando a transmissão cultural de suas práticas, do cultivo interdisciplinar com os processos educacionais.