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Associação Amigos do Museu passa a contar com nova gestão para o biênio 2025-2027

Angela Marini é a nova presidente e tem como vice-presidente Pâmela Manfredini Nesta quarta-feira (28), no Museu do Imigrante, ocorreu a reunião para a definição da nova diretoria da Associação Amigos do Museu do Imigrante (AMI) para o biênio 2025-2027. A presidente eleita foi Angela Marini e a Vice-presidência conta com Pâmela Manfredini. Historiadora, especialista em restauro e produtora cultural, Angela integra a Associação desde 2018. Para ela, o Museu do Imigrante é uma das principais referências de pesquisas históricas, em consonância com as demandas da contemporaneidade, pois, além de ser um local de memória, é, também, polo gerador de cultura. “É uma alegria muito grande estar na presidência da Associação. Para além do seu valor histórico e simbólico, o Museu é lugar de escuta, de diálogo, onde as pessoas se sintam em bem de estar e também de trazer as suas histórias, de tornar mais diverso. Temos várias ideias de projetos da salvaguarda do acervo, para conseguir por meio de Editais públicos mais recursos e promover eventos que evidencia a sua função social, educativa e cultural”, enfatiza Angela. Pequeno histórico A Associação Amigos do Museu do Imigrante – AMI foi fundada em 18 de maio de 2017 para apoiar as ações culturais e artísticas do Museu como Primavera dos Museus, Café com Memória e Semana Nacional de Museus. Trata-se de uma associação de interesse público e sem fins lucrativos, de natureza ligada às políticas públicas voltadas à conservação do patrimônio histórico e artístico, à construção de valores de cidadania e de inclusão social e produtiva, que congrega voluntários, pessoas físicas ou jurídicas de diferentes áreas e segmentos. Nova gestão da AMI para o biênio 2025-2027 Presidente: Angela Maria Marini Vice-Presidente: Pamela Manfredini Secretário: Deise Formolo Tesoureiro: José Martin Stefenon 1º Suplente: Ivete Todeschini Menegotto 2º Suplente: Cristiane Bertoco Conselheiro Fiscal – Titular 1: Marcus Flávio Dutra Ribeiro Conselheiro Fiscal – Titular 2: Cristine Tedesco Conselheiro Fiscal – Titular 3: Sílvia de Vargas Weirich Assessoria de Comunicação Social Prefeitura

Oficina “Para que e quem serve o Museu do Imigrante?” é nesta quarta-feira, 14 de maio

Primeira etapa de escuta pública vai contribuir para o Plano Museológico 2025-2030 De 12 a 18 maio, o Instituto Nacional de Museus (Ibram) promove a Semana Nacional de Museus. Nesse ano, tem como tema “O futuro dos museus em comunidades em rápida transformação”, tendo como eixos patrimônio imaterial, juventude e novas tecnologias. O Museu do Imigrante elaborou uma programação, sendo que a primeira atividade ocorre nessa quarta-feira (14), no Ponto de Cultura e Memória Vale dos Vinhedos, a partir das 18h, com a oficina “Para que e quem serve o Museu do Imigrante?”. Na ocasião, será apresentado o Plano Museológico, documento norteador de todas as ações, atividades e projetos realizados até então, e será promovido o início do novo diagnóstico da instituição para o período 2025-2030. No documento, tem-se uma metodologia de gestão como missão, objetivos, histórico, estrutura organizacional e administrativa, gestão de acervos, exposições, ações educativas, sobre o prédio que abriga o museu e suas medidas de prevenção de incêndio e segurança, acessibilidade, programa e projetos. A oficina vai ser um espaço de construção de percepções, olhares e atualizações do Museu do Imigrante frente às transformações da agenda cultural contemporânea junto à comunidade. Nessa primeira etapa, também vão ser realizadas dinâmicas por meio de perguntas: “Como você imagina uma nova exposição no Museu do Imigrante?”, “Que tipo de trabalho é desenvolvido?”, “Para você qual é o principal significado do Museu do Imigrante?”, “Quais atividades que precisariam melhor desenvolvidas?”, entre outras que possibilitam abrir um diálogo participativo de diferentes território de Bento Gonçalves, debatendo sobre questões de representatividade, etnias e identidades regionais. A segunda etapa está prevista para ocorrer na Praça CEU. Conforme a museóloga Deise Formolo, “a oficina vai ampliar o debate sobre o novo papel dos museus. Para além de ser a casa da memória, o Museu é um centro gerador de um processo aberto, abrangente e integrativo das demandas da atualidade. É preciso ouvir a comunidade para se ter uma compreensão, até mesmo, restaurativa da história da cidade e região. Aos poucos, vamos ter uma nova expografia, novo texto curatorial, novos móveis, novos objetos”, destaca. Serviço O que: Semana Nacional de Museu – Oficina “Para que e quem serve o Museu do Imigrante?” Quando: 14 de maio Horário: 18h Onde: Ponto de Cultura e Memória Vale dos Vinhedos – Via Trento, 1066, Vale dos Vinhedos (do lado da Igreja do Vinho) Assessoria de Comunicação Social Prefeitura

Alunos participam de piloto-teste do jogo “Sabe o que o objeto disse?”

Versão final será lançado no dia 18 de maio, dentro da programação da 23ª Mostra Nacional de Mususes Nesta quinta-feira (08), alunos do 6º ano da EMEF Noely Clemente de Rossi e da EMEFE Caminhos do Aprender, participaram do piloto-teste do jogo do Museu do Imigrante “Sabe o que o objeto fala?”, criado para o Ensino Fundamental. Na ocasião, a museóloga Deise Formolo orientou a dinâmica das atividades virtuais juntamente com a desenvolvedora do jogo, Lívia Gaubert. Os 48 alunos foram separados em grupos com desktop. Ao final, sugeriram melhorias como o tempo de resolução, entre outras, que estão sendo ajustadas para a versão final. “Sabe o que o objeto fala?” promove uma visita virtual ao Museu do Imigrante. O visitante vai conhecendo as Salas que compõem e interagindo com as peças, pois cada uma tem uma história para contar. Por exemplo, pode-se montar uma gaita e até mesmo descobrir como afiná-la. Deise Formolo comenta como foi a receptividade. “Foi muito positivo. Eles gostaram do layout e dos desafios. É um jogo que estimula a construção do conhecimento e da criatividade, pois tem um viés educativo e pedagógico. Assim, também, auxilia na compreensão da Educação Patrimonial, do valor histórico, simbólico e cultural das peças e objetos”, enfatiza. Para Lívia, o resultado foi positivo. “Foi uma experiência agradável que superou minhas expectativas. Alguns aspectos que me foram apontados serão aprimorados em breve. Acredito que o jogo tenha alcançado seus objetivos com sucesso”. A versão final do game será lançada no dia 18 de maio, dentro da programação do Museu do Imigrante para a 23ª Semana Nacional de Museus. Serviço Para agendar sua visita, entre em contato pelo WhatsApp (54) 3771-4230

Hip Hop no Museu: exposição “O sentido das setas” traz produção artística do escritor de graffiti Gabriel Veiz

Mostra é uma promoção da Nest Panos e traz imersão de significados e leituras sobre as setas com o estilo Wild Style Até o dia 28 de março, o Museu do Imigrante sedia a exposição “O sentido das setas”, do escritor de Graffiti, Gabriel Veiz. Nas obras, Gabriel empreendeu estudos nas áreas da Antropologia, da Semiótica e da Tipografia, fazendo uma fusão com o seu estilo dentro do Hip Hop que é Wild Style, criando novos significados e leituras para as setas. Essa jornada rumo ao assunto surgiu de uma curiosidade. Quando analisava escritores de graffiti antigos, percebeu a inserção dos sinais em suas produções artísticas. A partir desse fato, Gabriel iniciou sua pesquisa. “Como a seta apareceu para nós, na nossa sociedade, como se diversificou no dia a dia. Daí descobri que o primeiro ato de comunicação foi o apontamento da direção, para onde iam. A partir daí fui estudando e conversei com escritores acadêmicos para a pesquisa. Trouxe para o meu trabalho criando setas retas, junto com o Wild Style, uma das letras mais difíceis de serem elaboradas, pois tem uma transição de uma letra para outra, passa por dentro a outra”, ressalta. Ainda, “O sentido das setas” traz um personagem, criado em 2010: um b.boy com a roupa clássica do movimento Hip Hop, com macacão, e, em vez da cabeça, tem um bico de spray. Gabriel destaca a importância das galerias de arte de expor os trabalhos do movimento Hip Hop e de sua arte. “É muito importante estar aqui no Museu do Imigrante, pois estamos pintando na rua, e estar numa galeria valoriza o nosso trabalho, a nossa cultura. São fragmentos de letras e peças que faço na rua, como em telas, camiseta, mostrando a minha identidade. Todo um estudo, da minha evolução de pintura, da minha experiência”, enfatiza. Para o Secretário de Cultura, Evandro Soares, a mostra, promovida pela Nest Panos, expressa de como a linguagem do Hip Hop vai se renovando. “O trabalho que a Nest Panos realiza pela cultura de Bento Gonçalves há bastante tempo é exemplar e essencial para diversidade artística de nosso município. A bandeira do Hip Hop faz parte de nós, seja nas ruas, nos eventos, ou aqui na galeria. Destacar o quanto admiro essa vivência, a luta diária da defesa do Hip Hop, de poder transmitir por meio, também, dos produtos comercializados essa essência que se manifesta na palavra, na dança, nos painéis, na atitude. Parabéns ao Gabriel por enriquecer a nossa vivência artística”. Gabriel Veiz é natural de Pelotas e começou no graffiti em 1998. Tem um trabalho, também, reconhecido junto a grande marcas como Dropdead (skates), Mormaii, Clavin Klein, Volkswagen, Adidas, entre outras. Já esteve em 36 países por causa da sua arte, fazendo exposições, participando de festivais de Street Art. No final de março, participa de evento internacional na Bahia, sendo o único escritor de graffit do Rio Grande Do Sul selecionado. Em Bento Gonçalves, junto com a Nest Panos, criou um painel que está localizado na Rua Assis Brasil. William Footwork Squad, da Nest Panos, fala da missão de promover a cultura do Hip Hop no município. “A Nest Panos “é trazer essa questão cultural para essa parte que as pessoas acham que é só comercial. O vestuário determina quem somos. A ideia colocar em produtos esse universo e os graffitis expostos na rua, nas telas, pintado nos muros, é justamente ter essa ideia de essa estampa estar na cidade e de propor ideias e questionamentos sobre vários assuntos que são da atualidade”. Serviço O que: “O sentido das setas”, de Gabriel Veiz Período de visitação: até 28 de março Horário: das 8h às 12h e 13:30 às 17h Onde: Museu do Imigrante – Rua Herny Hugo Dreher, 127, bairro Planalto

2 mil pessoas visitam o Museu do Imigrante no Jantar sob as Estrelas

Local contou com as atrações artísticas Rick Gaiteiro, Os Nani e pisa da uva, em parceria com o Circolo Trentino Na noite de sábado (08), durante o Jantar sob as Estrelas, o Museu do Imigrante esteve aberto para a visitação e recebeu em torno de 2 mil pessoas que conheceram a história e memória de Bento Gonçalves. O Museu sempre participou do evento, que estava na sua 15ª edição, e celebra um marco histórico de, em poucas horas, ter recebido um público grande, e contou com atrações artísticas como Rick Gaiteiro, Os Nani e pisa da uva, em parceria com Circolo Trentino. De acordo com a museóloga Deise Formolo, “nas outras edições tivemos uma média de 900 visitantes. No entanto, a de 2025 superou e muito as nossas expectativas. Ficamos muito felizes de ver de como as pessoas se interessam pela história e, muitas vezes, a trazem dentro de sua memória afetiva. E a relação do Museu tem muito disso: de ser uma extensão de seus passados e existências, dialogando com o público que é a parte viva e que continua exercendo os hábitos e costumes”. Assessoria de Comunicação Social Prefeitura

Museu do Imigrante: “Violentos Vermelhos” é a segunda exposição individual da poeta e designer Dani Possamai

Transgressora e intensa, é a artista plástica Dani Possamai. Sua primeira exposição já demonstrou um traço estético forte que trouxe investigações do feminino, de onde emergiram quadros que expressam um vínculo com a poesia. “Versos, (RE)Versos e Afins” foi a sua estreia no cenário artístico no ano passado, que contou com a curadoria de Karen Jacobs. Agora, Dani Possamai traz uma ótica urgente onde a arte busca evidenciar temas da sociedade que precisa de mudanças. “Violentos Vermelhos”, que entra em cartaz a partir do dia 1º de fevereiro, no Museu do Imigrante, tem como tema a violência contra a mulher. São telas que convidam o espectador a entrar no universo da violência feminina sob o prisma da vítima. “O tema é amplamente discutido, mas ainda angústia e traz aos holofotes as malezas da humanidade. ‘Violentos vermelhos’ não é uma exposição para ser bonita. A violência nunca será bela” já adianta Dani Possamai. A estética vermelha revela o sangue que escorre, o sangue de todas as violentadas, as silenciadas, as humilhadas, as assassinadas. A exposição faz o convite aos sentidos e questiona no que se agarra à mão de uma mulher vítima de violência. Para onde corre uma mulher tentando fugir de um estupro? O que dizer depois da obrigação de um silêncio costurado pela boca? Como sobreviver depois de um trauma sofrido? “É um verso triste, como escreve Neruda e triste porque não haverá poesia feita de cadáveres, sejam eles mortos ou vivos. Por exemplo, na tela intitulada ‘estupro’ tem-se a representação de uma notícia sobre um crime de estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro em 2022. A vítima de violência não se recupera, não há psicologia capaz de salvar uma mulher abusada por 22 homens. Às vezes o ato acaba, mas o estupro continua, evidencia a tela”, comenta Dani. “Quando um homem violenta ou agride ou cala uma mulher, ele viola, agride ou cala todas nós. Onde erramos enquanto humanidade para permitirmos que esses índices alarmantes de violência se concretizem? As estatísticas são, por si só, a própria violência – a cada 8 minutos uma mulher é violentada nesse país”, pontua a artista. Para além do senso estético, a arte é um centro gerador de questionamentos, sejam eles sociais, políticos, culturais, econômicos; está lado a lado com as inquietações da humanidade. Dani Possamai traduz essa urgência para uma mudança de paradigmas e “Violentos Vermelhos”, que conta com a curadoria de Jovani Borthoncello, urge de atitudes e comportamentos de respeito e dignidade. Serviço O que: “Violentos Vermelhos”, de Dani Possamai Quando: de 01 a 28/fevereiro Vernissage: 04 de fevereiro, às 19h Onde: Museu do Imigrante – Rua Henry Hugo Dherer 127 Horário: das 8h às 12h e 13:30 às 17h Dani Possamai/Assessoria de Comunicação Social Prefeitura