Acessibilidade Mobile

Museu do Imigrante lança programação integrando a 19ª Primavera dos Museus

Evento cultural nacional tem como tema, em 2025, Mudanças Climáticas Desde 2007, o Instituto Brasileiro de Museus promove a Primavera dos Museus, com o propósito de suscitar reflexões sobre o papel das casas de memórias de serem núcleos geradores de espaços de diálogos, unindo o passado, o presente e o futuro da sociedade. Neste ano, o tema é Mudanças Climáticas que evidencia a emergente e preocupante agenda ambiental. Diariamente, notícias são divulgadas sobre as crises climáticas. O Rio Grande do Sul e Bento Gonçalves, em maio de 2024, sofreram com os desastres naturais, atravessando vidas, patrimônios e culturas, exigindo respostas coletivas e solidárias. No estado, segundo o Atlas Digital de Desastres no Brasil, o Rio Grande do Sul é o segundo com maior número de registros de desastres naturais nos últimos 30 anos. Somente em maio de 2024, mais de 40 museus foram diretamente impactados, revelando a vulnerabilidade de nossas instituições culturais e a urgência de pensar políticas de prevenção e gestão de riscos. Nesse contexto, o Museu do Imigrante, com apoio da Associação Amigos Museu do Imigrante e em parceria com o Ponto de Cultura e Memória Vale dos Vinhedos, os CEUs Oxum e Ogum Beira Mar e Abassé Exu e Pomba Gira do Lodo e Cigana Soraya, convida a comunidade a participar de duas ações especiais. No dia 24 de setembro, a partir das 19h, no Ponto de Cultura mencionado, terá a roda de conversa sobre o livro “Desastres Naturais no RS e Museus” (SEM/RS), abordando sobre os impactos da crise climática e debatendo estratégias coletivas de prevenção e gestão de riscos. No dia 27 de setembro, às 13h, será lançado o 11º episódio do podcast “Porão do Museu” – edição especial Primavera dos Museus, com a participação da Mãe Anahí de Oxum, trazendo relatos de solidariedade, cuidado e resistência durante as enchentes de maio de 2024. O podcast poderá ser acessado pelas redes sociais da instituição. No dia 28 de setembro, das 10h às 16h, o Museu do Imigrante estará aberto para visitação, em horário especial. “A programação une saberes tradicionais, pesquisas, experiências comunitárias e práticas museológicas para pensar os museus como patrimônio estratégico na ação climática. Assim, o papel museológico amplia suas políticas sociais frente às demandas da contemporaneidade”, destaca a museóloga Deise Formolo. Para o secretário de Cultura, Evandro Soares, o tema Mudanças Climáticas é transversal. “Faz parte da nossa realidade termos espaços de diálogos para debater a crise que se apresenta. Independente da área do saber e do conhecimento, faz-se necessário e urgente termos estratégias e medidas para soluções coletivas e patrimoniais, sejam de foro coletivo, público, ou pessoal. Nosso museu oferece e convida à comunidade para fazer parte das atividades para se engajar e contribuir nessa fase da humanidade para a mudança sistêmica, sustentável”, comenta Evandro.

Última semana para conhecer a exposição “O matrimônio e o enxoval na imigração italiana”, no Museu do Imigrante

Organizado pela ANEA Brasil, mostra reflete hábitos e costumes das décadas de 50 e 60 Até o 30 de agosto, o Museu do Imigrante sedia a exposição “O matrimônio e o enxoval na imigração italiana”, organizada pela Associação Nacional dos Emigrados e Ex-emigrados das Américas e Austrália (ANEA). O curador, o artista visual Ademir Gugel, com muito esmero e atenção aos detalhes, criou um panorama dos hábitos e costumes, onde peças, objetos, vestidos, máquinas de costura, cartas, buquês, trazem uma simbologia de afetos, uniões e religião. Entre os ritos e o enlace, a mostra amplifica a trajetória da vida privada dos descendentes dos imigrantes italianos, mostrando o processo social, cultura, econômico e de fé. Boa parte do material em exibição faz parte das décadas de 1950 e 1960, no entanto, tem-se itens mais antigos, como de 1915, compondo um quadro significativo e vivo das percepções históricas das vidas privadas. A presidente da ANEA Brasil, Gabrielle Gugel, destaca o caráter cultural e de pertencimento que traduz a mostra. “Em nome da Associação gostaria de agradecer a todos que vieram prestigiar a exposição. A nossa ideia com essa exposição foi resgatar o papel do matrimônio na imigração italiana, pois, além de ser uma cerimônia religiosa, era uma forma de unir as famílias e manter vivos os costumes trazidos da Itália”. O Secretário de Cultura Evandro Soares, destaca sobre como “O matrimônio e o enxoval na imigração italiana” promove um diálogo transversal sobre o rito praticado na esfera privada e pública. “O casamento é portador de um processo cultural mais abrangente onde o particular e o coletivo convergem. A mostra possui caráter simbólico, social, histórico, que traduz as dinâmicas de vida, de forma séria e fidedigna. Dentro das comemorações dos 150 Anos da Imigração Italiana, se transforma em um documentário de narrativas, trazendo aspectos que falam diretamente a nossa herança ítala”. A mostra é organizada pela Anea-Brasil e conta com o apoio do Museu do Imigrante e Associação Amigos Museu do Imigrante.

Semana do Patrimônio: documentário “Celso: Um Retrato, Um Espaço” será exibido nesta sexta-feira, 22 de agosto

Filme retrata a vida de Frei Celso Bordignon, destacando diferentes aspectos de sua trajetória Dando continuidade à programação da Semana do Patrimônio, nesta sexta-feira (22), às 19h, na Fundação Casa das Artes, será exibido o documentário “Celso: Um Retrato, Um Espaço”. Figura mítica e referência na conservação e restauração de bens patrimoniais na Serra Gaúcha, Frei Celso Bordignon ganha aqui um retrato sensível, que busca revelar seu lado humano e espiritual, cultural e transcendental. Após a exibição, haverá um bate-papo com o diretor do filme, Maikel de Abreu, o produtor-executivo Arthur Della Giustina e o próprio Frei Celso. Residente em Caxias do Sul, Frei Celso é diretor do Museu dos Capuchinhos. Doutor em Arqueologia Paleo-cristã, com especialização em Iconografia e Técnicas Pictóricas da Antiguidade, atua no restauro de documentos, livros e obras de arte. Dedica-se ainda à pintura de ícones bizantinos e bestiários, utilizando técnicas tradicionais como a têmpera e a encáustica. Gravado com celular e produzido de forma independente, no espírito do Manifesto Kinomobile, o documentário tem como fio condutor a busca integral do Frei, acompanhando rastros que se entrelaçam numa tapeçaria investigativa. A narrativa parte do encontro do diretor com Frei Celso e avança por suas fronteiras físicas e profissionais, revelando sua essência em pequenos gestos e palavras. “Me atraía, acima de tudo, extrair humanidade de uma figura tão exemplar, que estamos acostumados a ver recitando orações ou nos aconselhando em silêncio. Eu sabia que o Celso iria me entregar emoção em algum momento, compartilhar seus receios, medos e inquietações. E foi por meio desses instantes que eu quis conectá-lo às pessoas. A arte, sua trajetória e sua relação com o espaço são degraus dessa escalada no filme”, relata Maikel. A obra é estruturada em dois atos – Verão e Inverno – que dialogam com o estilo transcendental, fazendo convergir espaço e personagem. Entre eles, surge a dimensão espiritual, até o desfecho, marcado pela reflexão sobre a finitude. Para a museóloga do Museu do Imigrante, Deise Formolo, o documentário já pode ser considerado um clássico: “Fala sobre um mestre que é ele próprio um legado, atemporal. Sem vínculos institucionais ou recursos financeiros, a liberdade artística possibilitou criar uma visão pessoal do Frei, que ao mesmo tempo dialoga com as grandes questões universais do ser humano. Patrimônio é isso: ser referência.” O secretário municipal de Cultura, Evandro Soares, também destaca: “Celso: Um Retrato, Um Espaço abre linhas de diálogo em sintonia com a realidade, com o tempo e o espaço das pessoas portadoras de saberes e fazeres. O documentário nos mostra a urgência de registrar e preservar as contribuições que integram a vida cultural e o patrimônio coletivo.” Serviço O quê: Semana do Patrimônio – Documentário “Celso: Um Retrato, Um Espaço”, seguido de bate-papo com o diretor Maikel de Abreu, o produtor-executivo Arthur Della Giustina e Frei Celso. Quando: 22 de agosto de 2025 Horário: 19h Onde: Fundação Casa das Artes – Rua Henry Hugo Dreher, 127, Bairro Planalto

Documentário “I Semana do Município de Bento Gonçalves” abre a Semana do Patrimônio

Filmado nos anos finais da década de 1960, filme é uma verdadeira cápsula do tempo que reflete os valores e ideais da formação identitária da cidade Nesta terça-feira (19), às 19h, ocorre na Sala Pública de Cinema da Fundação Casa das Artes a abertura da Semana do Patrimônio promovida pelo Museu do Imigrante com apoio da Biblioteca Pública castro Alves, Arquivo Histórico, Associação Amigos do Museu e pela Fundação. Neste ano, o tema nacional é “Tempos em Sentidos” que desenvolve uma abertura dialógica com as vivências constitutivas e evolutivas da realidade, costurando olhares sociológicos, políticos, econômicos, antropológicos e culturais. Na ocasião, será exibido um achado histórico: um documentário sobre a “I Semana do Município de Bento Gonçalves”, que foi restaurado pelo jornalista, escritor e produtor cultural Fabiano Mazzotti durantes as suas pesquisas para o livro “Fenavinho”, coescrito com o jornalista. No filme, de aproximadamente 35 minutos, tem-se um panorama de fatos que marcaram a evolução de Bento Gonçalves: a realização da I Fenavinho, inauguração das Praças das Rosas e Vico Barbieri e do Museu do Imigrante, além de eventos recreativos como os Jogos da Primavera, entre outros. Após a exibição do filme, tem uma bate-papo com Mazzotti. “O documentário resgatado é uma relíquia, onde os registros, as imagens falam por si e ampliam a percepção de como o passado tem muito a revelar e dialogar com o presente. É uma cápsula do tempo, onde vemos a inciativa da esfera pública junto com outros setores da sociedade de evidenciar a pujança de nosso município”, enfatiza o Secretário de Cultura, Evandro Soares. A museóloga do Museu do Imigrante, Deise Formolo, ressalta sobre o caráter documental. “O Cinema nasceu com as imagens do nascimento da modernidade, das transformações históricas captadas pelos Irmãos Lumière. O mesmo pode ser dito da ‘I Semana do Município de Bento Gonçalves’: é um ponto de inflexão dentro da linha temporal da cidade, onde vemos as transformações em curso”, comenta. Serviço O que: Abertura da Semana do Patrimônio com a exibição do filme “I Semana do Município de Bento Gonçalves” e bate-papo com o escritor, jornalista e produtor cultural Fabiano Mazzotti Quando: 19 de agosto de 2025 Horário: 19h Onde: Fundação Casa das Artes – Rua Herny Hugo Dreher, 127, bairro Planalto Entrada gratuita

Exposição “O matrimônio e o enxoval na imigração italiana” está aberta para visitação até 30 de agosto

Desde o dia 06 de agosto, o Museu do Imigrante está sediando a exposição “O matrimônio e o enxoval na imigração italiana”, em alusão aos 150 Anos da Imigração Italiana. Organizada pela Associação Nacional dos Emigrados e Ex-emigrados das Américas e Austrália (ANEA), a mostra tem como curador o artista visual Ademir Gugel onde criou um espaço que se assemelha a um atelier de costura, onde as peças e artigos trazem histórias, afetos e memórias. Neste panorama, 95% faz parte do acervo pessoal do curador, onde transitamos e conhecemos os hábitos e costumes de épocas, sendo que boa parte data das décadas de 50 e 60. Das rendas bordadas com devoção aos retratos em estúdio, estamos diante de camisolas, sapatos, buquês, baús, fotos, cartões de namoro, registros civis e bênçãos, entre outros, que projetam uma imersão na vida privada e coletiva. “Estamos diante de um riquíssimo cenário de famílias, de simbologias, de como o casamento era pensado naqueles períodos. Temos uma construção social, econômica e cultural que dialoga com os papéis de homens e mulheres. Desde a indumentária, os tipos de tecido, das cores, dos registros fotográficos, das molduras, a confecção do enxoval, depreende-se as bases da sociedade daquelas épocas”, destaca a museóloga Deise Formolo. Laurinda Moschetta, moradora de Carlos Barbosa, emprestou seu vestido de noiva. Ela casou em 1968, e o vestido segue impecável e nos conta, um pouco, sobre a decisão de se casar. “Planejamos tudo direitinho: construímos a casa, a empresa. Naquela época se casava bem jovem, mas nós casamos quando tínhamos perto dos 30 anos. O modelo do vestido foi escolhido por meio das revistas e procurei uma renda, sendo que o modelo foi feito por uma costureira”, ressalta. Outras histórias refletem as dificuldades de se ter um enxoval. “A maioria morava no interior e as peças eram feitas à mão, em casa. Não tinha dinheiro para adquirir numa loja ou pedir para uma costureira. Muitas vezes, o material utilizado era saco de açúcar, paion (forro do colchão)”, comenta Gugel. Para o Secretário de Cultura Evandro Soares, “O matrimônio e o enxoval na imigração italiana” amplia o olhar sobre a vida dos imigrantes italianos em Bento Gonçalves e Região. “Neste ano tão significativo da imigração italiana, a mostra nos vincula ao processo de colonização dentro dos sonhos e esperanças. Somos descendentes, filhos diretos destas gerações, e estamos diante de muitos inícios que configuraram e sedimentaram a força e resiliência. A mostra amplia os nossos conhecimentos e torna-se um bem patrimonial material inestimável, onde vemos o cuidado o apuro para se preservar os grandes acontecimentos pessoais que refletem os laços de identidade e valorização da diversidade cultural italiana”, pontua Soares. A mostra é organizada pela Anea-Brasil e conta com o apoio do Museu do Imigrante e Associação Amigos Museu do Imigrante. Serviço O que: “O matrimônio e o enxoval na imigração italiana”, organizado pela ANEA Período de visitação: até 30 de agosto de 2025 Horário: de terça-feira a sábado, das 8h às 12h e 13:30 às 17h Onde: Museu do Imigrante – Rua Herny Hugo Dreher, 127, bairro Planalto

Museu do Imigrante recebe projeto que valoriza a memória do Hip Hop no Rio Grande do Sul

Publicação mapeia protagonistas do Breaking e terá lançamento em três cidades, incluindo o Museu do Imigrante, que reforça seu papel como espaço de acolhimento da cultura urbana O Museu do Imigrante, em Bento Gonçalves, será um dos palcos do projeto “Memórias do Hip Hop, um recorte à cena do Breaking”, que reúne trajetórias de artistas e trabalhadores da cultura urbana em todo o Rio Grande do Sul. A obra será lançada no local no dia 06 de setembro, às 17h, em um evento gratuito com acessibilidade em Libras, audiodescrição e distribuição de exemplares. A iniciativa, idealizada pelo b.boy e produtor cultural Pedrinho Festa, é resultado de um mapeamento da cena do Breaking no RS e foi contemplada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio de edital estadual. O projeto destaca 30 B.boys e B.girls, 10 eventos, 10 crews e 10 profissionais da cultura que ajudam a construir e manter viva a cultura hip hop no Estado. A curadoria levou em conta a representatividade de todas as regiões e a diversidade de perfis, incluindo artistas negros, indígenas, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência. A estreia do livro ocorre neste sábado, dia 09 de agosto, às 19h, na Sala Hip Hop, também em Bento Gonçalves, dando início a uma série de encontros que celebram a cultura hip hop e seus protagonistas. O Museu do Imigrante, ao receber a circulação do livro, reafirma seu compromisso com a valorização do patrimônio imaterial e das expressões contemporâneas que moldam a identidade cultural da sociedade. Ao abrir espaço para o hip hop, reconhece que o patrimônio cultural também se constrói nas ruas, nas pistas de dança, nos grafites e nas narrativas urbanas que transformam realidades. Para o Secretário Municipal de Cultura, Evandro Soares, a iniciativa reforça o papel do Museu como espaço vivo da comunidade: “O Museu do Imigrante é mais do que guardião da memória — ele é um espaço de encontros e de reconhecimento da diversidade que forma nossa cidade. Receber o lançamento desse livro, que registra histórias potentes do hip hop gaúcho, é também valorizar trajetórias como a do próprio Pedrinho Festa, artista local cuja caminhada se confunde com o conteúdo do livro. É sobre cultura viva, que movimenta e transforma.” Além do lançamento da publicação, o público poderá conferir no Museu do Imigrante a exposição fotográfica “Crews do RS”, com imagens de grupos que representam o movimento em diferentes cidades. A ação integra a programação de lançamentos do livro, que também ocorrerá em Caxias do Sul e Porto Alegre. A obra conta com revisão histórica da historiadora Luka Ibarra, comentários do autor Pedrinho Festa e ilustrações do artista de graffiti e B.boy Felipe Reis. O conteúdo também está conectado ao site do projeto: www.trajetoriasbreakingrs.com Datas de lançamento 09/08 – Sala Hip Hop (Bento Gonçalves) 28/08 – Fluência Casa Hip Hop (Caxias do Sul) 31/08 – Estúdio Restinga Crew (Porto Alegre) 06/09 – Museu do Imigrante (Bento Gonçalves)

Museu do Imigrante promove Semana do Patrimônio de 19 a 22 de agosto

Atividades estão voltadas para a Sétima Arte: serão exibidos dois filmes com debates, “I Semana do Município de Bento Gonçalves”, de 1968, com o jornalista, escritor e produtor cultural Fabiano Mazzotti, e “Celso: Um Retrato, Um Espaço”, sobre a vida do Frei Celso Bordignon O Dia do Patrimônio Cultural é comemorado em 17 de agosto. Desde 1998, a data faz parte do calendário nacional que evidencia a importância dos bens materiais e imateriais para o ser humano, sendo constituinte de suas ações e práticas no espaço e tempo, estruturando as identidades de povos e nações. Em 2025, tem-se como tema “Tempos em Sentidos” que expressa a significação perene do processo histórico e cultural, de como as gerações mantêm e incorpora outras informações, conhecimentos, valores e ideias às bases da relação entre o eu o mundo, do público e o privado, daquilo que define as características da vida. Para celebrar o patrimônio, o Museu do Imigrante lança a sua programação por meio de uma das maiores formas de registrar: o documentário. Esse gênero, que fundou oficialmente a Sétima Arte, em 1895, mostrando as transformações sociais, econômicas e políticas do Século XX, possibilita ampliar as noções e perspectivas da construção histórica de Bento Gonçalves e de uma das referências da área de Caxias do Sul e região. No dia 19 de agosto, às 19h, na Sala Pública de Cinema da Fundação Casa das Artes, ocorre a exibição do filme da I Semana de Bento, documentário que registra diversas ações e atividades realizada pela administração do até então prefeito Milton Rosa. No filme, cenas de feitos históricos do município como a realização da I Fenavinho, inauguração das Praças das Rosas e Vico Barbieri e do Museu do Imigrante, além de eventos recreativos como os Jogos da Primavera, entre outros. A I Semana de Bento foi realizado pela Michelin Filmes, com redação de Jimmy Rodrigues e apresentação de Nevio Zanette. A restauração foi capitaneada pelo jornalista, escritor e produtor cultural, Fabiano Mazzotti. Quando estava no Museu fazendo as pesquisas para o livro da Fenavinho, seu olhar foi atraído para uma pilha de latas com filmes de 8 mm. De imediato, se interessou. Fabiano tinha informações do filme do Dia da Vindima, de 1960, Semana de Bento Gonçalves (sem data), e outro de 1980. Se propôs a digitalizar indo no Instituo Museu Histórico, Memória e História da Universidade de Caxias do Sul. Ao ver o filme, descobriu-se um registro inestimável, contendo, também, oito minutos da Festa Nacional do Vinho. “É um passado desconhecido. Como na confecção do livro da Fenavinho, que encontramos coisas do universo da uva e do vinho, ocorridos no nosso município nunca antes mencionados, esse filme traz coisas de um tempo que não vivi. A grandeza de Bento é sustentado pelos valores do passado. É um suporte que traz para os olhos do público, em 2025, uma Bento Gonçalves que está na mémoria de um grupo de pessoas. O filme precisa ser exibido e ser celebrado, pois amplia a perspectiva o processo histórico. O filme vem preencher lacunas”. No dia 22 de agosto, às 19h, também na Sala Pública de Cinema da Fundação Casa das Artes, “Celso: Um Retrato, Um Espaço”, sobre o Frei Celso Bordignon, que reside em Caxias do Sul, sendo uma referência na área de restauração. Na ocasião, vão estar presentes o diretor, Maikel de Abreu, o produtor-executivo Arthur Della Giustina, e o próprio Frei cuja sua figura mítica transcende o tempo. Realizado de forma independente pela Manifesto Kinomobile, o filme foi gravado por meio de celular, modelo Redmi Note 10 Pro, da Xiaomi, com resultados sensíveis, humanos e de qualidade. A ideia inicial era contemplar todo o complexo dos capuchinhos (rádio, museu, casa de saúde, horta, convento), mas, no decorrer, o diretor ficou fascinado pela biografia de Frei Celso, passando a colocá-lo em primeiro plano. A narrativa é permeada em dois atos: Verão e Inverno, onde cria blocos inspirados no estilo transcendental, onde espaço e frei se convergem; no meio, aborda a espiritualidade; e encerra com a finitude. O diretor construiu um Frei Celso com uma linha de pensamento imbuída da inerência das buscas: de que as questões surgem durante a caminhada. “Se a espiritualidade e a arte – agentes transcendentes – são eficazes para atenuar o peso da finitude, queria saber como um religioso e artista enfrentaria tais questões, estando tão próximo das nuances reveladas na morada dos capuchinhos. Processo que surgiu durante as filmagens e na edição. Ao conhecer o Celso, percebi suas contradições, sua sensibilidade em transformar e ressignificar o lugar onde vive. Eu sabia que ele iria entregar emoção em algum momento, iria compartilhar seus receios, seus medos e inquietações. E é através desses momentos que eu queria conectá-lo às pessoas, junto com a sua arte e trajetória”, comenta Maikel. Para a museóloga do Museu do Imigrante, Deise Formolo, ambos os filmes iluminam o processo histórico. “A nossa programação priorizou o real filmado, esse que dialoga e atravessa as realidades, mostrando outras possibilidades, outras reconstruções, outros olhares, revelando, na forma, panoramas que falam diretamente ao patrimônio. São biografias: de um município e de uma pessoa, onde nossas noções são ampliadas e imbuídas de novas perspectivas”, enfatiza. Para o Secretário de Cultura Evandro Soares os documentários refletem sobre o tema proposto pelo Instituto Nacional do Patrimônio Histórico. “Os documentários traçam um retrato de períodos, onde percebemos a importância do coletivo e do particular, que se configuram nas práticas patrimoniais, pois, da mesma forma, tem um impacto positivo nas dinâmicas sociais e culturais. São imagens do passado que nunca cessam de dizer sua razão de ser”, destaca. A Semana do Patrimônio promovida pelo Museu do Imigrante conta com o apoio da Fundação Casa das Artes, Biblioteca Pública Castro Alves, Arquivo Histórico e Associação Amigos Museu do Imigrante. Programação I Semana de Bento, com a presença do jornalista, escritor e produtor cultural Fabiano Mazzotti Quando: 19 de agosto Horário: 19h Onde: Fundação Casa das Artes – Rua Herny Hugo Dreher, 127, bairro Planalto Entrada gratuita “Celso:

Café com Memória tem como convidado o professor de danças e ator Moacir Corrêa

Evento ocorre em 19 de julho, a partir das 9h30, na Fundação Casa das Artes O Café com Memória está fazendo oito anos, com o objetivo registrar a memória oral da biografia de Bento Gonçalves e de seus personagens, colaborando, assim, na questão restaurativa do testemunho e da atuação frente a diversos setores da sociedade, do desenvolvimento civilizatório e dos costumes e hábitos, dos marcos e dos feitos históricos. O Café com Memória torna-se um instrumento essencial na (re) construção das narrativas que compuseram o tecido social e cultural trazendo novas luzes e ampliando o escopo da memória histórica. Vários temas já foram abordados como a Cultura Polonesa, a Indústria Moveleira, Vidas Negras, a questão feminina, entre outros. Em 2025, a atividade contou com a presença da professora Ancilla Dall’Onder Zat, idealizadora do Museu do Imigrante cuja trajetória profissional está ligada, também, às políticas públicas de preservação. Dando continuidade a série de entrevistas, no dia 19 de julho, a partir das 9h30, o professor de danças e ator Moacir Corrêa será o personagem principal. Dono de uma trajetória dedicada à Arte em seus mais diversos níveis, tornou-se uma figura pública, constituindo-se um dos maiores artistas de Bento Gonçalves e região, onde a dança e o teatro são as suas bases estruturantes de uma história iluminadora. Seu interesse pela dança despertou na década de 1970, época em que homem não era referência na área. Incentivado pela sua irmã mais velha, Moacir não desistiu. Uma de suas referências dessa época é a apresentação do cabeleireiro, colunista social e performer Carlinhos Pozza que percebeu que, sim, homem podia dançar. Assim, seu desejo criou oportunidades para adentrar a cena artística, tendo acolhimento pela Escola de Dança Renascença de Rosane Vargas e de sua mestra Cecy Frank, professora, bailarina, coreógrafa e que teve papel fundamental no desenvolvimento da dança moderna e contemporânea no Rio Grande do Sul. A museóloga do Museu do Imigrante, Deise Formolo, destaca sobre a dedicação de Moacir Corrêa para as Artes do município e região. “Sua trajetória transcende a sua história, sendo inspiração para diversos outros aspirantes profissionais da área, além de ser um dos maiores atuantes na cena cultural, tendo colaborado para a criação da Fundação Casa das Artes. É um privilégio podermos entrevistar o Moacir que vai compartilhar a sua vida tão rica e plena de significados para Bento Gonçalves”. Em novembro de 2023, o Museu do Imigrante sediou a mostra “Corpo negro que baila”, sobre a trajetória artística de Moacir Corrêa, organizada pelo Movimento Negro Raízes. Atualmente, está trabalhando no Studio de Dança Nina Aver. Serviço O que: Café com Memória, com o professor de danças e ator Moacir Corrêa Quando: 19 de julho Horário: 9h30 Onde: Fundação Casa das Artes – Rua Herny Hugo Dreher, 127, bairro Planalto

Última semana da mostra artística “Colagens”, de João Genaro, no Museu do Imigrante

Até o dia 06 de julho, a comunidade, visitantes e turistas podem conhecer a mostra artística “Colagens”, do artista visual João Genaro. Mineiro, ele está morando em Bento Gonçalves há mais de um ano e já abriu a sua mente criativa na Serra Gaúcha, mostrando trabalhos de diferentes épocas, utilizando como matéria-prima a base de papel do docinho de festa. Ressignificando-os, criou formas e perspectivas, onde o espectador é recebido pelas ondas figurativas de Miles Davis e Jimmi Hendrix até as leituras dos impactos de acidentes radiológicos como Césio 137, em Goiânia, entre outros. Para o empresário e filósofo, Artur Lopes, que esteve na vernissage, “a exposição traz cores, vibração, e coloca a gente numa posição de espectador que é convidado a interagir com as obras, por conta da provocação de Genaro. Ele expõe nas obras, colagens de vários elementos, principalmente pontos, curvas, ondas, que nos traz sensações e a gente convidado a experienciar”. Formado em Artes pela Universidade Federal de Pelotas, João Genaro atua no circuito artístico brasileiro desde 2007, com participações em importantes eventos como a Bienal do Mercosul (2011) e a Residência Artística BDMG (2013). Sua produção já foi exibida em diversos salões e mostras de arte nos estados do Amazonas, Santa Catarina, São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Sul e Paraná. João já se aventurou com outras técnicas, mas a colagem emergiu no ano de 2007, na faculdade, por meio de grandes artistas do início do século XX como Matisse, Braque, Picasso, Schwitters, Miró, Duchamp, Guto Lacaz, época de profundas investigações estéticas. A exposição no Museu do Imigrante é a sua terceira individual; as outras duas aconteceram na cidade de Chapecó via edital público. Serviço O que: exposição artística “Colagens”, de João Genaro Visitação: até 06 de julho de 2025 Horário: das 8h às 12h e 13:30 às 17h Onde: Museu do Imigrante – Rua Herny Hugo Dreher, 127, bairro Planalto

Museu do Imigrante inaugura exposição “Colagens”, do artista plástico mineiro João Genaro

Mostra traz como investigação estética as ondas de aquecimento enfrentadas pelo planeta Terra No dia 05 de junho, às 19h, o Museu do Imigrante inaugura a exposição “Colagens”, do artista mineiro João Genaro. A mostra reúne 35 obras produzidas em papel colorido e papel pintado, apresentando um panorama de sua trajetória artística desde os primeiros trabalhos até as produções mais recentes. Formado em Artes pela Universidade Federal de Pelotas, João Genaro atua no circuito artístico brasileiro desde 2007, com participações em importantes eventos como a Bienal do Mercosul (2011) e a Residência Artística BDMG (2013). Sua produção já foi exibida em diversos salões e mostras de arte nos estados do Amazonas, Santa Catarina, São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Sul e Paraná. Genaro já criou por meio de outras técnicas como a ressignificação de objetos cotidianos, intervenções urbanas, instalações, escultura, performance, design gráfico e mosaico, tendo participado da construção da peça que está instalada na Praça Ismar Scussel e que foi inaugurada em novembro de 2024. Mas com a colagem é desde 2007, sendo na faculdade que teve o seu primeiro contato, por meio de grandes artistas do início do século XX como Matisse, Braque, Picasso, Schwitters, Miró, Duchamp, Guto Lacaz, época de profundas investigações estéticas. “A colagem me fascina pela sua versatilidade de construção. A possibilidade da sobreposição de camadas de papel me permite diferentes resultados, correções, soluções gráficas”, destaca. A exposição no Museu do Imigrante é a sua terceira individual; as outras duas aconteceram na cidade de Chapecó via edital público. A mostra traz um percurso de trabalhos que expressam sua busca estética. “Minhas investigações artísticas atuais estão relacionadas com as ondas de aquecimento enfrentadas pelo planeta. Na expo, apresento duas colagens desta série de trabalhos relacionados as ondas de aquecimento. Mas poderão ver colagens lá do início da minha produção, quando eu ainda utilizava alguns recortes de revistas, embalagens. Cada trabalho é próprio em si. São questões e ideias que quero pesquisar e pensar coletivamente. A partir delas, vou experimentando modos de fazer. Alguns não tem muito haver um com o outro enquanto procedimento, material, mas se conectam pelo modo de fazer ou pelo discurso que eles acabam agenciando” A museóloga Deise Formolo coloca que Genaro “nos traz uma sensibilidade diversa, onde vemos um artista maduro, pleno de suas obras, significados e conscientes de sua função artística e social”. O Secretário de Cultura, Evandro soares, celebra a diversidade de exposições promovidas pelo Museu do Imigrante. “Sempre foi um centro cultural que transcende o seu papel de guardião de memórias. As mostras trazem um fluxo de olhares que só a Arte pode nos mostrar e estamos muito felizes de contar com esse mineiro, que está morando em Bento Gonçalves, de nos instigar e nos auxiliar a perceber as interlinhas do discurso da colagem”. Serviço O que: “Colagens”, de João Genaro Vernissage: 05 de junho, às 19h Período de visitação: de 05 de junho a 05 de julho de 2025 Horário: das 8h às 12h e 13:30 às 17h Onde: Museu do Imigrante – Rua Herny Hugo Dreher, 127, bairro Planalto