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Educação Ambiental: escolas da rede pública de ensino reciclaram, em 2025, 6.853 KG de garrafas PET

Iniciativa é promovida pelo Programa Reciclar é fazer mágica que promove a ética ambiental e soluções sustentáveis conscientes

A rede pública de ensino de Bento Gonçalves firmou parceria com o Reciclar é fazer mágica em 2022, por meio do Instituto Venturi. De lá para cá, integrar à missão desta iniciativa transformou o cotidiano escolar, onde equipes diretivas, funcionários, alunos e famílias participam de diversas ações em prol da sustentabilidade. O compromisso com a Educação Ambiental é um dos instrumentos contemporâneos da agenda mundial e da cidadania para as melhorias do meio ambiente.

Em 2026, o programa Reciclar é Fazer Mágica começou o ano com cerca de 10 escolas e entidades já envolvidas em Bento Gonçalves, sendo elas as EMEFs Dr. Tancredo de Almeida Neves, Ernesto Dorneles, Fenavinho, Félix Faccenda, Lóris Antônio Pasquali Reali, EMEFE Caminhos do Aprender, EMTI Professora Nilza Côvolo Kratz e as EMIs Recanto Alviazul, Luz do Amanhã e Lar dos Pequeninos. De acordo com o certificado de circulraidade, foram arrecadados, pré-cicladas e destinadas de forma ecológica e adequada, 6.853 kg de garrafas PET, ou seja, cerca de 377 mil itens.

As tampinhas e lacres são encaminhados para a indústria de injeção plástica, onde são transformados em diversos produtos, como cadeiras e mesas plásticas, peças para móveis, baldes, entre outros. Já o PET é destinado à Bellaforma Embalagens, onde é transformado em mais de mil tipos de embalagens diferentes, incluindo tampas para bandejas de ovos, embalagens para diversos setores, displays para cosméticos e berços organizadores para kits de produtos. Dessa forma, o material retorna ao mercado com valor agregado, fechando o ciclo da economia circular.

Os impactos do papel das escolas geram impactos positivos a curto, médio e longo prazo e cumprem o apelo global dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Além de promover a consciência cidadã, amplia-se o conceito de espaço, do habitat, da coexistência entre seres humanos, animais e a biodiversidade, chamando a atenção para a responsabilidade coletiva para a conservação e qualidade de vida.

Quando os educandários assumem o compromisso com a sustentabilidade em seu currículo, os impactos são múltiplos e profundos, atendendo, em primeiro lugar, a Educação Ambiental como bússola das novas percepções e horizontes para o futuro, pois ela tem caráter interdisciplinar, dialogando com todas as áreas das Ciências Humanas e Exatas.

Vale salientar que este percurso formativo desenvolve competências para os desafios contemporâneos, em que soluções sustentáveis serão cada vez mais necessárias e alerta para o consumo excessivo, pois este é um dos maiores geradores de descarte e a reflexão crítica sobre o uso de recursos naturais. Em outras palavras, fala-se de ética ambiental.

“Em síntese, escolas que incorporam a sustentabilidade em seu currículo não apenas cumprem uma exigência legal, mas também se tornam agentes de transformação, preparando seus alunos para um futuro mais consciente, resiliente e sustentável”, destaca o gestor do programa, Jeferson Alberton.

Neste aprendizado, por vezes emergencial, novos valores nascem por meio do simples: descartar corretamente um resíduo que, à primeira vista, parecia não ter valor. “As escolas que compreenderam que o programa vai além de uma ‘moeda de troca’ pelo material coletado perceberam seu verdadeiro potencial como ferramenta prática de Educação Ambiental. Com isso, conseguiram integrar suas ações tanto ao currículo escolar quanto a projetos pedagógicos já existentes. Em cada experiência acompanhada, fica evidente que a criatividade de professores e diretores, somada à liberdade de adaptação que o programa oferece, gera aprendizados significativos e duradouros”, comenta Jeferson.

No ano passado, a EMEFE Caminhos integrou pela primeira vez, tendo realizado visita à Bellaforma, onde puderam acompanhar o fim do processo de reciclagem e visualizar o resultado do próprio trabalho sendo transformado em um novo produto. “A qualidade do material entregue por eles demonstra que são cidadãos conscientes, assim como todos nós deveríamos ser. Muitas das limitações que a sociedade impõe a esses alunos não se sustentam quando há um trabalho cuidadoso e comprometido, como o que vem sendo realizado pelos professores e demais profissionais da escola. Minha maior alegria ao trabalhar com alunos de inclusão é mostrar que eles têm tanta — ou até mais — capacidade de agir em prol do meio ambiente e da sustentabilidade quanto qualquer outra pessoa”, avalia o gestor.

A secretária municipal de Educação, Andreza Ana Peruzzo, destaca a importância da iniciativa para a formação dos estudantes. “A escola tem um papel fundamental na construção de valores. Quando unimos educação e sustentabilidade, fortalecemos a consciência e a responsabilidade das novas gerações. O resultado alcançado com a reciclagem das garrafas PET demonstra o comprometimento das nossas escolas com práticas que impactam positivamente toda a comunidade”.

Para melhor conhecer ou aderir ao programa é preciso entrar em contato com Jeferson Alberton por meio deste número (54) 99915.4743. Qualquer escola ou entidade formalmente constituída pode solicitar uma visita, conhecer como o programa funciona e, assim, integrar-se às ações de reciclagem e educação ambiental.

Conheça o Programa Reciclar é fazer mágica

Reciclar é Fazer Mágica nasceu em 2019, criado pela empresa Bellaforma Embalagens. Sua origem veio de uma reflexão interna: como mostrar à comunidade os impactos positivos do reuso e da reciclagem de plásticos, em contraste com o descarte inadequado e o modelo de economia linear.

Em 2022, o projeto ganhou força com a assinatura de um termo de cooperação junto ao Instituto Venturi para Estudos Ambientais. A parceria trouxe inovação ao sistema, transformando-o em um modelo de logística reversa que entrega ações de educação ambiental para as escolas de municípios da Serra Gaúcha (RS).

Hoje, os resultados são expressivos:

• Mais de 4 milhões de embalagens PET já foram recicladas, somando quase 70 toneladas de material recuperado.

• Mais de 50 mil pessoas foram impactadas por ações de educação ambiental.

• O material coletado gerou mais de R$ 205 mil, revertidos em melhorias e iniciativas educacionais para os alunos participantes.

O programa se consolidou como uma referência em sustentabilidade, unindo reciclagem, educação e impacto social positivo.

Fotos: Divulgação/Programa Reciclar é fazer mágica